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Início » VOLTAR ÀS ORIGENS TRANSFORMA O OLHAR SOBRE MODA E IDENTIDADE, AFIRMA ESTILISTA DIH MORAIS APÓS VISITA À ESCOLA QUILOMBOLA EM JEQUIÉ
Moda

VOLTAR ÀS ORIGENS TRANSFORMA O OLHAR SOBRE MODA E IDENTIDADE, AFIRMA ESTILISTA DIH MORAIS APÓS VISITA À ESCOLA QUILOMBOLA EM JEQUIÉ

Dai SchmidtPor Dai Schmidt28 de julho de 20262 Minutos de Leitura
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Experiência na Bahia reforça a importância da ancestralidade, da educação e da valorização da cultura negra na construção de narrativas que atravessam a moda brasileira

Mais do que uma viagem, a passagem do estilista Dih Morais por Jequié, no interior da Bahia, representou um reencontro com suas raízes e uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre moda, educação e ancestralidade. Durante a visita, Dih conheceu uma escola quilombola da região, onde teve contato com estudantes, educadores e com uma realidade marcada pela preservação da cultura afro-brasileira. Vale ressaltar que essa escola, faz parte do território do território do quilombo do Barro Preto, único quilombo urbano que pertence a Jequié.

A experiência inspirou uma reflexão sobre o papel da moda como ferramenta de pertencimento, memória e valorização das identidades negras. Em um momento em que o setor discute diversidade de forma cada vez mais ampla, o estilista acredita que conhecer e reconhecer esses territórios é fundamental para construir uma indústria mais representativa e conectada às histórias que formam o Brasil.

“Estar em uma escola quilombola foi um daqueles momentos que transformam a forma como a gente enxerga o próprio trabalho. Ali eu encontrei muito mais do que uma visita: encontrei memória, resistência, conhecimento e um sentimento profundo de pertencimento. Voltei a entender que a moda também pode ser um instrumento para preservar histórias, valorizar identidades e dar visibilidade a quem durante muito tempo esteve à margem”, afirma Dih Morais.

Para o estilista, iniciativas como essa também reforçam a importância da educação na preservação das tradições e no fortalecimento das novas gerações. Segundo ele, conhecer esses espaços amplia o olhar sobre criatividade e inspira narrativas mais autênticas para além das passarelas.

“Quando a gente escuta essas histórias de perto, entende que inovação também nasce da ancestralidade. Voltei de Jequié inspirado pela força daquela comunidade e com a certeza de que precisamos criar mais pontes entre cultura, educação e moda. Dar visibilidade a essas experiências é uma forma de reconhecer a potência que existe nesses territórios e incentivar que mais pessoas conheçam essa realidade”, conclui.

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Dai Schmidt
Dai Schmidt

Dai Schmidt é idealizadora da marca Desfile Beleza Negra e da Revista DBN, disponível em formato impresso e online. Cursando o último ano da graduação em Psicologia, Dai iniciou sua trajetória como modelo em 2007 e, em 2012, passou a atuar como produtora de moda. Ativista comprometida com as questões raciais e sociais, ela utiliza sua experiência e voz para promover a representatividade, criar oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade e defender a luta antirracista. Seus projetos integram moda, arte e saúde mental, com foco na transformação e impacto social.

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