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Início » MAXIMALISMO E A CULTURA NEGRA
Moda

MAXIMALISMO E A CULTURA NEGRA

Lola PontesPor Lola Pontes3 de abril de 20252 Minutos de Leitura
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Ouvir versão acessível em áudio:

https://revistadbn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Maximalismo_e_a_cultura_negra.mp3

 

Nos últimos anos, a moda tem vivido uma dualidade entre dois extremos: de um lado, o minimalismo com sua busca pela simplicidade e funcionalidade e do outro, o maximalismo, uma explosão de cores, formas, texturas e camadas que desafia qualquer noção de moderação. Mas, afinal, o que define essa estética exuberante e como ela se tornou tão relevante na atualidade?

@lolapontes

O maximalismo não é um conceito novo. Ele pode ser encontrado até os movimentos barroco e rococó nos séculos XVII e XVIII, quando a moda e a decoração eram marcadas pelo luxo e pela exuberância. No século XX, estilistas como Christian Lacroix e Gianni Versace consolidaram essa linguagem visual, apostando em roupas extravagantes que exalavam poder e identidade.

Nos anos 2010, o maximalismo ganhou força com a ascensão de estilistas como Alessandro Michele na Gucci, que resgatou uma estética vintage repleta de sobreposições, padrões inusitados e um espírito quase teatral. Marcas como Schiaparelli, Moschino e Dolce & Gabbana também ajudaram a consolidar essa abordagem na moda contemporânea.

@lolapontes

Mais do que uma questão estética, o maximalismo se tornou uma forma de resistência e expressão. Em um mundo onde o minimalismo é frequentemente associado ao luxo silencioso e ao “bom gosto”, o maximalismo desafia normas e celebra a individualidade. Ele também tem sido adotado por movimentos que valorizam a diversidade cultural, incorporando elementos de diferentes tradições e identidades.

No Brasil, estilistas como Ronaldo Fraga e Lino Villaventura exploram essa linguagem ao misturar cores, estampas e texturas em criações que exaltam a cultura nacional. O maximalismo também se reflete no streetwear e na moda digital, onde as barreiras entre real e imaginário se tornam cada vez mais fluidas. No contexto da moda afro-brasileira, marcas como Meninos Rei e África Plus Size têm resgatado a identidade negra por meio de estampas vibrantes e modelagens ousadas.

@lolapontes

O maximalismo é uma celebração da criatividade e da liberdade de expressão. Em tempos onde a moda busca novos significados e propósitos, essa estética continua a desafiar padrões e a oferecer espaço para a autenticidade. E, para a cultura negra, é também uma afirmação histórica de poder, resistência e beleza.

@lolapontes

 

 

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Lola Pontes
Lola Pontes

Formanda em Fashion Design, com pós graduação em Fashion Marketing e MBA em Fashion Business. Profissional na área da Moda a mais de 8 anos atuando em frentes de Direção Criativa, Styling e Produção de Moda.

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