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LETRAMENTO RACIAL: NOMEAR O PROBLEMA PARA TRANSFORMAR A REALIDADE

Dra Jane KlebiaPor Dra Jane Klebia7 de abril de 20263 Minutos de Leitura
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@doutorajanedf
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Falar de letramento racial é falar sobre consciência, responsabilidade e mudança. É reconhecer que o racismo não se manifesta apenas em ofensas explícitas, mas também em práticas, omissões e estruturas que, muitas vezes, foram naturalizadas no cotidiano das instituições e da sociedade. No Distrito Federal, esse debate ganhou força com a Lei nº 7.778, de 3 de dezembro de 2025, de autoria da deputada distrital Doutora Jane, que dispõe sobre a implementação de ações de letramento racial nos órgãos da administração pública direta e indireta, nas entidades privadas que prestam serviço ao público e nos estabelecimentos comerciais do DF.

@doutorajanedf

A lei institui o Programa de Letramento Racial do Distrito Federal com um objetivo claro: promover educação, conscientização e enfrentamento ao racismo em todas as suas formas, com atenção especial ao racismo institucional. O texto também define o letramento racial como um conjunto de ações, práticas educativas e formativas voltadas à compreensão das relações raciais no Brasil, do racismo estrutural e institucional, além da promoção da equidade racial nas relações sociais, trabalhistas e institucionais.

Na prática, a norma prevê medidas concretas. Entre elas, estão a capacitação contínua de servidores, empregados e colaboradores sobre equidade racial, discriminação e direitos humanos; a inclusão de conteúdos sobre diversidade étnico-racial e enfrentamento ao racismo em programas de formação e treinamento; a divulgação de campanhas educativas em espaços institucionais e comerciais; e o incentivo à adoção de boas práticas de equidade racial e representatividade. A lei ainda autoriza a formação de parcerias com universidades, entidades da sociedade civil, movimentos sociais e órgãos de defesa dos direitos humanos, além de estabelecer prioridade de implementação em escolas, órgãos de segurança pública, unidades de saúde, órgãos de atendimento ao cidadão e locais com grande fluxo de público.

Discutir letramento racial, portanto, não é “criar divisão”. É fazer exatamente o contrário: criar condições para que a sociedade compreenda desigualdades históricas e enfrente práticas que ainda excluem, silenciam e ferem. Ao defender a proposta, Doutora Jane destacou que o programa é uma forma de levar a órgãos públicos, escolas, comércio e outros setores informações que ajudem a combater o racismo estrutural. Em outra fala pública, ressaltou que o letramento racial serve para identificar o racismo, instruir as pessoas e permitir que o tema seja tratado com mais segurança, inclusive por quem ainda tem medo de errar ao abordar o assunto.

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Esse debate é ainda mais urgente quando olhamos para a realidade das mulheres negras. Ao tratar do tema, Doutora Jane lembrou que elas estão entre as principais vítimas de violência e acumulam vulnerabilidades produzidas pela discriminação racial, pela desigualdade social e pela violência de gênero. Por isso, falar em letramento racial também é falar em proteção, dignidade, acesso a direitos e construção de políticas públicas mais justas.

A proposta da Lei nº 7.778/2025 é, acima de tudo, educativa e transformadora. Ela parte do entendimento de que combater o racismo exige mais do que indignação pontual, exige formação, compromisso institucional e mudança de cultura. Quando a sociedade aprende a reconhecer o preconceito, ela também aprende a interrompê-lo. E quando o poder público assume esse compromisso, dá um passo importante para construir relações mais humanas, serviços mais respeitosos e um Distrito Federal mais igual para todos.

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Dra Jane Klebia
Dra Jane Klebia

Rompendo barreiras, Doutora Jane é uma inspiração na Câmara Legislativa do DF Desbravando caminhos e quebrando barreiras, uma mulher negra tornou-se uma força imparável, ocupando uma cadeira no parlamento do Distrito Federal. Sua história inspiradora ressoa como um hino de superação e conquista, motivando não apenas jovens, mas, especialmente, mulheres a sonharem alto e acreditarem no seu poder de transformação. Desde janeiro de 2023, a Câmara Legislativa do Distrito Federal ecoa uma nova voz poderosa, a da deputada Doutora Jane (MDB). Como a primeira mulher negra eleita para o cargo, sua trajetória é uma ode à superação e à determinação. A deputada inspira a população e se destaca por atuação em defesa da mulher e contra o racismo. Ela surge como uma representação forte e com propósito muito bem definido. Recente publicação do Distrito Federal definiu a deputada distrital Doutora Jane Klebia como a “improvável”. Para entender o motivo deste termo, basta uma breve leitura sobre o histórico da parlamentar. Nascida em uma realidade desafiadora, Doutora Jane, mulher negra de origem muito pobre - filha de baianos que vieram para Brasilia em busca de melhores condições de vida -, é a personificação da resiliência. O pai abandonou a familia quando Jane tinha apenas 3 meses de idade e seu irmão, 2 anos. A mãe seguiu firme na criação dos dois filhos, enfrentando adversidades com humildade, resiliência e uma conexão profunda com Deus, que a fez seguir em frente. O enredo da infância e juventude da deputada é facilmente observado na vida de jovens em qualquer região periférica do Distrito Federal. Talvez por isso ela tenha construído uma relação tão forte com essas comunidades. “Empatia, carinho e uma história semelhante me fizeram criar laços especiais com os moradores de regiões mais carentes do Distrito Federal”, afirma a deputada. Mas por que ela seria “improvável”? Aos 18 anos, após os primeiros anos de dedicação aos estudos – exigência de uma mãe que sabia que apenas a Educação poderia mudar o futuro dos filhos, Jane Klebia foi aprovada no primeiro concurso público e tomou posse como técnica de enfermagem. De lá pra cá, foram dez aprovações em concursos diversos e a possibilidade de escolher em que áreas atuar. Antes de ser a “Doutora Jane”, era a filha de Dona Evenita e atuou por 10 anos na Saúde, ao tempo em que se bacharelou em Geografia. Concluído o curso, deixou de atuar na Saúde para se tornar professora da rede pública do Distrito Federal, onde atuou por 11 anos, atuando em cidades como Taguatinga, Samambaia, Asa norte, Fercal e Sobradinho, lecionando para ensino Fundamental e Médio. Namorou, casou-se, teve 2 filhos, estudou mais e mais, se dividiu em muitas para dar conta de uma rotina extremamente cansativa. “Enquanto professora, cheguei a pegar cinco ônibus por dia para os trajetos até a escola onde atuava (de Sobradinho a Samambaia). Muitas vezes, dormia em pé dentro do transporte público tamanho era o meu cansaço”, lembra. Paixão por desafios Jane Klebia resolveu que queria mais um desafio e se inscreveu no concurso para o cargo de agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O resultado? Ela passou. Ao tomar posse, resolve que queria ser delegada. Para isso, retornou à faculdade, já com 35 anos de idade, e se bacharelou em Direito, requisito mínimo para sonhar com o cargo. Após o bacharelado, foram dois anos estudando oito horas por dia para, ao final, ser aprovada em um concurso concorrido nacionalmente - 100 candidatos por vaga, era um grande desafio . Esforço recompensado pelo título de “Dra. Jane Klebia, delegada de Polícia Civil do DF.” “Na época da preparação, eu comprava aquelas apostilas gigantes que eram vendidas nas bancas e estudava 8 horas por dia, todos os dias, além de buscar as bibliotecas públicas em todo o tempo livre que tinha. Eu queria muito ser delegada e consegui. Foi a realização de um sonho. Me encontrei nesse cargo. Hoje me orgulho de ter dedicado 22 anos da minha vida à Segurança Pública”, relembra, emocionada. Carreira consolidada Foi atuando como delegada, sempre em regiões periféricas, que Doutora Jane conquistou o carinho da população. A defesa da mulher foi sua maior bandeira. “Eu sempre fiz um trabalho muito voltado para esse cuidado com a mulher. Fazia busca ativa nas regiões onde atuava. Visitava as residências e conversava com as mulheres sobre violência doméstica, incentivava as denúncias e esclarecia sobre as possibilidades que elas dispunham para que pudessem sair do ciclo de violência. Sempre foi uma relação muito próxima. Eu fiz amigos por onde passei e sou muito feliz por isso”, afirma. “O combate era tão persistente que me recordo de diversas viagens que fiz a outros estados do País para perseguir e prender autores de feminicídio, deixando a mensagem de que o crime não compensa e de que a prisão era o destino de quem atentasse contra a vida das mulheres”. Doutora Jane ganhou o afeto da população ao focar sua paixão por desafios na defesa da mulher. Em 2022, sua transição para a política foi marcada por 19.006 votos, mais de 50% deles vindos das áreas onde dedicou quatro anos atuando como delegada, 6ª DP, que atendia as cidades do Paranoá e Itapoã. Impactar vidas Após 41 anos no serviço público, Doutora Jane chegou com tudo ao Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Por lá, a delegada de pulso firme mostra que sabe muito bem onde quer chegar e que seu mandato tem um recorte muito especial para todos que encontram em sua história de vida uma inspiração. “Meu mandato não teria qualquer sentido se fosse distante da população. Eu sigo sendo a Jane Klebia que atendeu os primeiros pacientes aos 18 anos de idade e acreditando que sem um olhar atento para a educação não vamos conseguir mudar histórias. Meu objetivo na CLDF é atuar para mudar vidas. Quero pautar minha atuação política pela convivência comunitaria e auxilio a projetos sociais, além das funções precípuas de fiscalização e proposições de leis que impactam a vida das pessoas positivamente, honrando, assim, os eleitores que me cofiaram o mandato”, reforça a deputada. Leis aprovadas Aos 60 anos, a deputada permanece fiel às suas raízes, mantendo um olhar atento para a educação e um compromisso inabalável em mudar vidas, ela busca, por meio de leis, abordar questões cruciais como proteção à mulher e saúde mental para profissionais da segurança. Um dos exemplos é o projeto Educa Por Elas, que leva o debate do combate a violência doméstica para as escolas. Sua primeira lei aprovada foi a que institui os Comitês de Proteção às Mulheres. A Lei cria espaços de referência em cada território do DF que fará a articulação da rede de proteção e apoio às vítimas. Outra área de atuação refere-se à ciência, tecnologia e inovação, setor que a parlamentar está fortalecendo com sua atuação. “Minha equipe está afinada com os meus pensamentos sobre as propostas legislativas. Sabemos que os projetos precisam, de fato, ter relevância para a maioria da população. E é assim que temos feito”, finaliza a deputada. A vida publica não a impediu de construir uma famíia. Doutora Jane tem dois filhos - um delegado de Polícia Civil e um jornalista -, os quais lhe orgulham muito e lhe deram cinco netos. Ama viajar, curtir o tempo livre em família e ouvir a comunidade e suas demandas. É nas redes sociais que ela mostra parte de seu trabalho além de interagir com a comunidade (@doutorajanedf). Doutora Jane, com sua equipe comprometida, continua a fazer história na Câmara Legislativa, reforçando que seus projetos refletem a relevância para a maioria da população. Ela é mais que uma deputada; é uma inspiração viva para todos que acreditam na transformação através da representatividade e da ação.

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