Com a reunião de dezenas de maisons que apresentam criações que vão além do vestuário. A temporada de alta-costura Primavera-Verão 26, reforçou Paris como capital mundial da criatividade Fashion.
As marcas apresentaram obras que misturam tradição artesanal, narrativa conceitual e um espetáculo visual.
No primeiro grande momento da semana, Jonathan Anderson à frente da Dior apresentou sua primeira coleção de alta-costura como diretor criativo, explorando referências à natureza e ao artesanato detalhista. Bordados florais delicados se misturaram a silhuetas que evocam jardins em flor, em peças que equilibram tradição e modernidade com suavidade poética.



Com Matthieu Blazy à frente, a coleção Chanel foi um dos destaques mais discutidos da alta-costura. A passarela se tornou um verdadeiro cenário fantasioso, com tecidos fluídos e detalhes em penas que criaram um efeito de movimento e luz quase como pássaros em voo. A grife revisitou suas peças icônicas (como o clássico tailleur) com transparências, texturas suaves e uma poesia tátil de materiais.



O desfile de Daniel Roseberry para Schiaparelli trouxe peças que desafiam a lógica tradicional da moda. Garras, formas inspiradas em animais, plumas ultra-estruturadas e esculturas têxteis transformaram vestidos em esculturas performáticas como verdadeiras obras de arte vestíveis.



Em um desfile com forte senso de disciplina estética, a Armani apresentou 63 looks em uma paleta que mescla verde jade, rosa suave e preto. A coleção explorou linhas estruturadas e tecidos fluidos, com bordados e detalhes orientais sutis, finalizando com um vestido de noiva que equilibrava sobriedade e luxo artesanal.



Outros designers também deixaram sua marca na semana:
– Georges Hobeika exaltou o amor através de silhuetas escultóricas e cores suaves
– Rahul Mishra converteu elementos naturais como fogo e água em narrativas técnicas e visuais em seus tecidos.
– Zuhair Murad celebrou contraste de luz e sombra com bordados ricos e corte impecável.
-Miss Sohee trouxe uma atmosfera de leveza, onde penas e movimento se tornaram tema central.


Além das roupas, a temporada reforçou a ideia de que a alta-costura hoje funciona como narrativa e performance. Um diálogo entre tradição e futuro. Muitos desfiles pareceram relatos íntimos ou comentários poéticos sobre identidade, natureza e forma, deixando claro que a moda, em 2026, é tão conceitual quanto visualmente deslumbrante.
