Artista brasileiro transforma ancestralidade, moda e fotografia em linguagem contemporânea e leva narrativas afro-brasileiras para o circuito internacional
Tucco Pitanga é historiador, artista visual, fotógrafo e diretor criativo. A partir de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, constrói uma pesquisa artística que atravessa fotografia, moda, corpo, ancestralidade e religiosidade afro-brasileira, transformando memórias do seu território em imagens contemporâneas.

Seu projeto Tucupitanga — Abre Caminhos nasce desse desejo de deslocar essas narrativas para além de suas fronteiras. A proposta parte da ancestralidade e das referências afro-brasileiras presentes em seu território, incluindo a memória do Quilombo Tia Eva, uma das comunidades negras históricas de Campo Grande, para criar imagens que aproximam tradição, moda e linguagem contemporânea.
Mais do que representar uma origem, Tucupitanga propõe abrir caminhos: levar essas histórias, símbolos e identidades para novos espaços e ampliar a presença de narrativas negras e de matriz africana no circuito artístico e da moda.

A trajetória de Arthur também passa pela produção de moda e pela construção de imagens para artistas. Entre suas experiências estão trabalhos com Dih Moraes, atuando em produção de moda e em diferentes projetos e eventos, além de sua participação comk Produtor de moda junto com o Dih Morais, já atuou em parceria com farm e vários fashion week do Brasil, Sua atuação acompanha diferentes momentos da produção de moda e imagem, incluindo trabalhos relacionados Religião.

Hoje, esse Projeto ganha novas dimensões. Tucco vem conquistando espaços nacionais e internacionais, levando sua fotografia e sua produção autoral para além do Mato Grosso do Sul. Seu trabalho já recebeu reconhecimento de uma galeria internacional e atualmente participa da disputa por uma premiação internacional de fotografia, ampliando o alcance de uma produção que tem como centro ancestralidade, identidade, memória e território sendo o primeiro sul Matogrossense a chegar em uma carreira internacional na moda e na Fotografia.

Entre fotografia e moda, o artista constrói uma linguagem em que o corpo se torna território e a imagem se transforma em instrumento de memória. Projetos como Encruzilhada e as recentes pesquisas visuais com a palha aprofundam essa investigação, aproximando referências afro-brasileiras, cultura popular, religiosidade e estética contemporânea.
